A Justiça paulista nomeou Suzane von Richthofen como administradora da herança de seu tio, falecido recentemente. A decisão gerou repercussão por envolver uma das figuras mais conhecidas do noticiário policial brasileiro, condenada em 2006 pelo assassinato dos próprios pais.
A decisão judicial
Segundo o tribunal, o histórico criminal de Suzane não tem relevância para a função de gestora patrimonial. O juiz responsável pelo caso destacou que a nomeação segue critérios legais e que não há impedimento jurídico para que ela exerça o papel de inventariante da herança.
Contexto
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Quem é Suzane Richthofen: Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, cumpriu parte da pena em regime fechado e atualmente está em liberdade condicional.
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Função de inventariante: Cabe ao inventariante administrar os bens do falecido até a partilha entre os herdeiros, garantindo a preservação do patrimônio e representando o espólio em questões judiciais.
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Polêmica: A decisão reacendeu debates sobre reinserção social de condenados e os limites da participação de pessoas com histórico criminal em processos civis.
Repercussão
Especialistas em direito de família afirmam que, do ponto de vista legal, não há impedimento para que Suzane assuma a função, já que a lei não prevê restrições nesse tipo de caso. No entanto, a escolha gera controvérsia na opinião pública, marcada pela memória do crime que chocou o país.
