O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl LX, realizado neste domingo (8), em Las Vegas. Em declarações à imprensa e em suas redes sociais, Trump classificou o espetáculo como “uma afronta à grandeza da América”, reacendendo o debate sobre política, cultura e entretenimento no maior evento esportivo do país.
Bad Bunny, astro porto-riquenho e um dos artistas mais populares da música latina, levou ao palco uma performance marcada por coreografias ousadas, cenários futuristas e mensagens de diversidade cultural. O show foi amplamente celebrado por fãs e críticos, mas desagradou setores mais conservadores.
Trump, por sua vez, afirmou que o espetáculo “não representa os valores americanos” e acusou a NFL de “politizar o Super Bowl”. “O intervalo deveria ser sobre união e orgulho nacional, não sobre agendas culturais que dividem o povo”, disse o presidente.
A reação gerou repercussão imediata. Enquanto apoiadores de Trump reforçaram críticas ao show, defensores do cantor destacaram que a apresentação simboliza a pluralidade cultural dos Estados Unidos e o papel da música em promover inclusão. Nas redes sociais, hashtags como #BadBunnySuperBowl e #TrumpContraCultura rapidamente se tornaram trending topics.
Em resposta, setores da direita americana tentaram organizar uma “versão alternativa” do show, com artistas alinhados a valores conservadores. A iniciativa, porém, foi considerada um fracasso: a produção foi criticada pela baixa qualidade, pouca repercussão e pela comparação inevitável com o espetáculo grandioso de Bad Bunny.
O episódio expõe mais uma vez como o Super Bowl, além de ser um evento esportivo, funciona como palco de disputas simbólicas sobre identidade e política nos Estados Unidos.
